Jornal: O GLOBO   |   Autor:  Nelson Vasconcelos   |   Editoria: Economia

Edição: 1   |   Página: 15   |   Coluna: Conexão Global    |   Caderno: Primeiro Caderno

Meio fora de circuito durante um tempo, os serviços via wap têm merecido atenção dos usuários — e eis aí mais um campo interessantíssimo a ser explorado pelas empresas de marketing e de internet. Wap? É uma tecnologia para aplicações sob medida para celulares, smartphones e outros aparelhos que se conectam à rede. É o velho clichê: a internet na palma da mão...

Estive conversando com o pessoal da Hands, empresa brasileira especializada no chamado mobile advertising, que seria algo como “publicidade móvel”, em português. A tarefa da empresa é criar campanhas e sites móveis, ou seja, construídos para que sejam lidos por celulares ou outros aparelhos com tecnologia wap. Taí um público respeitável: temos hoje 120 milhões de celulares em operação no país. Por mais que a maioria ainda esteja fora desse mercado wap, a tendência é aumentar esse nicho.

Além disso, como os telefones — principalmente os smarts — estão com telas cada vez mais generosas, o wap deve ganhar mais espaço na vida do assinante, não só na busca de informações, como também na prestação de serviços. O preço dos pacotes de dados das operadoras também tem se mostrado estimulante. O problema, por sinal, é justamente que os usuários têm pouca informação a respeito do mundo wap.

De qualquer maneira, os resultados têm sido animadores para o pessoal da Hands. Com 180 mil usuários cadastrados, a empresa registra cerca de 160 mil pageviews por mês somente na sua página principal, feitos através de dispositivos móveis. A partir daí, o usuário conta com dezenas de portais e escolhe o que bem entender — e aí o número de acessos vai crescendo. Somente os cinco mais procurados somam pelo menos 500 mil pageviews por mês.